terça-feira, 9 de março de 2010

A CIDADE DA ESPERANÇA


EUA/ Inglaterra, 1992. Direção de Rolando Joffé. Baseado no livro de Dominique Lapierre. Com Patrick Swayze, Pauline Collins, Om Puri, Shabana Azmi, Ayesha Dharker. Roland Joffé Film, colorido, 2h14, Warner Home Vídeo.
Filmado na Índia, drama envolvente em Calcutá. O jovem médico norte-americano Dr. Max Lowe, atormentado por problemas existenciais e acreditando-se culpado da morte de uma criança, operada por ele, abandona a profissão e dirigi-se ao país de Ganghi em busca de luz espiritual. Em Calcutá, é assaltado e espancado, sendo socorrido em um Dispensário - a Cidade da Esperança - fundado e dirigido pela senhora Joan, onde encontra um campo de trabalho caritativo, junto à população mais carente, que tocará, para sempre, o seu coração. A figura da bondosa Joan, carinhosamente chamada de "tia" pelos assistidos do Dispensário, lembra o médico e filósofo alemão Albert Schweitzer (1875-1965), prêmio Nobel da Paz em 1953, missionário do amor em terras africanas, pois ela também deixou o conforto de seu país com o propósito de servir. O ponto alto do filme, para nós, é a luta do Dr. Max para superar seus conflitos íntimos, conquistando, afinal, a paz tão almejada à luz do trabalho no Bem, que é o grande remédio para muitos de nossos males, conforme aprendemos na Doutrina Espírita. "Fora da caridade não há Salvação", ensinou Allan Kardec. Outros dois personagens de destaque constituem o casal Hasari e Kamla, amigos sinceros do Dr. Max, que atravessam, com seus filhos, dificuldades imensas, como a perda da única propriedade, enfermidades graves, roubos, mas continuam lutando no caminho do dever e servindo aos semelhantes com admirável fé em Deus. É de Hasari a frase-legenda do filme: "O que não se dá, se perde". Este filme é dedicado à Madre Tereza de Calcutá.



Anuário Espírita 1995. IDE

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