domingo, 25 de julho de 2010

ALENTO


Mui grato, irmãos, pela lembrança terna,
Na data do meu povo natalício,
Quando findou meu cármico suplício
Nos felizes portais da vida eterna.
O mal que sangra, a dor que nos inferna,
Tudo que nasce no erro e vem do vício,
Se faz, na redenção, em novo início
De sublime ventura sempiterna.

Seja a certeza desse fato santo
Lenitivo ao sofrer dos que padecem,
Esperança que afaste o desencanto.

Dos olhos donde brota amargo pranto,
Transfigurem-se as lágrimas que descem,
Nas pérolas de luz de novo encanto.


Cruz e Souza
Hernani Trindade Sant’anna

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